segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Cultivar Poejos



                      Se é verdade que já não é impossível obter poejos frescos numa cidade, como acontecia ainda há bem poucos anos, não deixa de ser ainda, muitas vezes, tarefa árdua, com os escaparates a oferecerem salsa, coentros e hortelã, às vezes outras ervas mais raras, em corte ou em vaso, mas o poejo a faltar as mais das vezes.
Felizmente, o poejo é das mentas mais fáceis de propagar e cultivar em vaso, em qualquer janela de apartamento ou varanda e um vaso desta maravilhosa erva é suficiente para ter sempre ( de Outubro a Maio)  poejo disponível com o máximo do seu aroma e depois as hastes florais para usar nos meses quentes e para secar. Como é uma perene, apenas terá de esperar pelo Outono seguinte para voltar a ter poejos frescos.

Como fazer:

O poejo necessita apenas de um lugar que tenha uma exposição média à luz solar, aguentando bem situações de bastante sombra, ao contrário das outras mentas, exigentes quanto a luz.
Precisa portanto de um lugar com estas características, uma varanda, um beiral de janela, etc., de um vaso e de uma mistura de terra de jardim, dessa que se vende em sacos, misturada com uma terra de areia, na proporção de duas partes de terra para uma parte de areia. Estrume ou húmus de minhoca (vende-se em sacos nas floristas e casas de plantas) ajuda a uma boa produção.
A propagação do poejo faz-se por estaca, aproveitando o facto desta planta, naturalmente, emitir raízes ao longo dos caules. 
Mesmo nos raminhos de poejo que se compram, é vulgar trazerem estas raízes brancas e são estes os caules que vai utilizar como estaca, dispondo-os horizontalmente na superfície da terra, apenas as raízes dentro desta.
Noutras situações em que o caule favoreça mais essa disposição, poderá também enterrá-los na terra deixando de fora um ou dois nós com folhas.
Não lhe falte com água durante os primeiros dias e começará logo a ver as novas plantas a formar-se, não tardando a ter o seu vaso de poejo pronto para colher quando necessário, à tesoura, para não danificar as raízes e continuar sempre a produzir.


1 comentário:

Belocas disse...

Mesmo nesta altura do ano já tenho um vaso com alguns poejos...
Um abraço