quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Bacalhau à Dona Zé


               Quando se pensa em comida para festas, entendendo-se aqui festas, não como banquete ou refeição de cerimónia mas aquelas festas que se fazem nas casas, aniversários, comemoração deste ou daquele acontecimento ou simples juntar de amigos, é frequente que se acabe por escolher o inevitável e incontornável bacalhau. Versátil, do agrado geral e a permitir pratos dignos e que se comem bem em estilo volante, prato na mão e só com garfo, tem no entanto o inconveniente de se desembocar em pratos que sendo excelentes acabam por estar de tal modo vistos e repetidos que, se pensar bem nas probabilidades de haver em qualquer festa um tabuleiro de bacalhau com natas ou bacalhau espiritual, se chegará à conclusão que essas probabilidades são por certo bem altas.
O Bacalhau à Dona Zé, prato que, com a introdução de uma generosa parte verde, contorna de forma deliciosa esta vulgaridade em que os bacalhaus “escondidos” de tabuleiro se tornaram, será o meu contributo para o tema “comida de festa” desta 145ª Trilogia em que eu, a Ana e o Amândio festejamos estas férias, o Verão e o que mais quisermos.

Ingredientes:

Bacalhau demolhado
Batatas
Cenouras
Cebola
Alhos
Azeite
Sal e pimenta
Natas frescas
Queijo ralado
Espinafres
Pão ralado

Preparação:

Coza batatas e cenouras e esmague-as. Reserve.
Escalde bacalhau (partes finas, badanas, cabeça e rabos) e limpe de peles e espinhas. Refogue cebola e alhos em azeite, sem deixar alourar e passe neste refogado o bacalhau, acertando sal e pimenta.
Misture o bacalhau com o puré juntando natas e queijo ralado,
ambos abundantes e envolva bem. Disponha uma camada deste preparado numa forma, tabuleiro ou assadeira, depois uma camada com cerca de um dedo de espessura de espinafres escaldados e cortados miúdo
e por fim acabe de encher com o resto do puré e bacalhau. Polvilhe com pão ralado,
sacuda ou sopre o excesso e leve a gratinar em forno quente por cerca de 15-20 minutos ou até estar bem alourado.


Faço por vezes uma variante quando o bacalhau se destina a refeição apenas para dois em que a apresentação é feita em ramequim individual
e em vez de espinafres, sempre consensuais e portanto ideais para festa, uso grelos cozidos,
cujo amargor vai especialmente bem com a suavidade das natas e  com o meu gosto.

2 comentários:

castrantonio disse...

E eu sem saber o que fazer com tantos espinafres que estão ali na horta....
Bem haja

anna disse...

E gostei deste teu bacalhau festivo, com espinafres pelo meio...
Beijo.