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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Pão de Ló (versão gulosa)



........... Basta olhar para ele para se perceber que não pode deixar de ser, ou pelo menos de ter sido, um bolo falhado.
Que depois ganhou estrelas e estatuto, isso é outra conversa; é vê-los em Alfeizerão, Ovar e noutros locais menos afamados, cada um a gritar que é único, que tem segredo e que tal, mas depois é só provar e a coisa, mais casquinha de limão menos gema e mais clara, vai tudo dar ao mesmo, para alegria dos corações infantis, como o meu, de todos aqueles que lá muito no fundo, sempre lamentaram que os bolos tivessem de ir ao forno em vez de se comerem gulosamente sob a forma de doce de colher ou de rapa-tigela.
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Ingredientes:
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2 copos de açúcar
2 copos de ovos
1 copo de farinha
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Preparação:
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As receitas são mais que muitas, algumas com um número absurdo de gemas cujo incremento do resultado final é ínfimo a não ser na cor (e no colesterol). Algumas experiências recentes, fizeram-me achar esta que é sensata, simples e eficaz.
Bata os ovos com o açúcar durante cerca de 10 minutos com o batedor de claras, até ter pelo menos duplicado de volume. Mude para as varas de massa, junte a farinha peneirada e envolva rapidamente.
Leve ao forno quente numa forma de aro untada ou forrada de papel vegetal. Depois de alguns minutos, quando os bordos crescem e a superfície toma cor, baixe o calor para 150ºC, quando tiver a cor desejada por cima passe o calor só para baixo e deixe cozer o tempo necessário a que se forme uma parte cozida por baixo e dos lados, uma película por cima e o interior totalmente líquido.
Deixe arrefecer, o que provoca um abatimento dramático do bolo.
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Se, como eu, não estiver para esperar, pode abri-lo logo após o arrefecimento, embora o "creme" esteja ainda espumoso.
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O bolo ganha todo o seu esplendor no dia seguinte!
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Se quiser comê-lo amanhã, está na hora de fazê-lo agora.