COMENTÁRIOS: Durante as férias, porque estou impossibilitado de ler os vossos comentários e de responder-lhes, como sempre tento fazer, deixarei desligada essa função, que será retomada de imediato em Setembro, quando eu voltar a estar convosco, no Outras Comidas.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
O Defeso
COMENTÁRIOS: Durante as férias, porque estou impossibilitado de ler os vossos comentários e de responder-lhes, como sempre tento fazer, deixarei desligada essa função, que será retomada de imediato em Setembro, quando eu voltar a estar convosco, no Outras Comidas.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Onde em dia de partir para férias se conversa sobre os vampiros do Zeca, lobos-maus do subúrbio gastronómico e umas hilariantes trutas “au bleu”, contadas como história para adormecer crianças.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Risotto de Chouriço e Alcachofras
Na cozinha, é altura de extremos: podemos fazer aquele prato complicado e impossível durante o ano de trabalho mas também despachar refeições pois as férias são fugidias e há que aproveitar os minutos para fazer tudo o que há para fazer em férias.
No entanto, calor, praia, família, amigos não são desculpa para fast-food!
Com arroz e ingredientes simples fazem-se refeições equilibradas, saborosas e rápidas, ideais para esta altura do ano.
Este risotto que aqui vos deixo é uma forma de requintar um simples arroz quando as condições de confecção são escassas, seja porque se acampa, seja porque se dispõe apenas de um trem de cozinha minimal como os que equipam casas de férias ou auto-caravanas ou ainda porque se tem meia hora para pôr uma refeição na mesa e nada planeado.
Os risottos são pratos simultaneamente completos, equilibrados (enfim, conforme o que têm dentro, claro) e rápidos, que se fazem como um simples arroz, com pequenas diferenças de execução mas nenhuma complicação e que proporcionam na mesa uma grande satisfação com um investimento mínimo.
O que se fez foi um risotto de chouriço alentejano (estou de férias na costa do Sudoeste Alentejano) e corações de alcachofra de lata. Naturalmente que esta última opção apenas se justifica assim nestas condições, já que o delicado sabor da alcachofra desaparece totalmente na conservação. Mas notem que este é apenas um exemplo. As variações são infinitas e o que muitas vezes manda na composição de um risotto é o que há disponível no momento. No entanto a técnica de fazer um risotto é sempre a mesma e os resultados sempre de chorar por mais.
Ingredientes:
1 fundo de azeite
1 cebola média
1 dente de alho
1 copo de arroz Arbório (ou outro p/ risotto ou ainda Carolino*)
1 copo de vinho branco
15cm de chouriço muito bom.
1 lata de corações de alcachofra
Sal e pimenta
100g de queijo prato vulgar (usei um resto de Alavão)
Parmesão (facultativo)
Preparação:
Pique a cebola e o alho e aloure-os em azeite.
Junte o chouriço e o arroz e frite-os até o arroz se mostrar transparente.
Tempere.
O processo de adição de água e de mexer continua até o arroz estar cozido. Esqueça as receitas que lhe dizem para o fazer por 13 ou 15 ou 16minutos exactos, é treta! O arroz está cozido quando desaparece o filamento branco central de cada bago e portanto o tempo é o que demorar e varia muito de arroz para arroz e até dentro da mesma variedade.
Assim que o arroz estiver cozido, junte o queijo prato em fatias e mexa bem para que funda e se misture com o molho, engrossando-o e dando-lhe aquela toque característico dos risottos.
sábado, 5 de junho de 2010
A Receita
Era assim o cabo-de-mar na sua missão civilizadora e polícia de costumes, sempre a ver pano a menos e pele a mais à procura do Sol e a multa sem perdão, e que multa gostosa, sim senhora!
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Agora que os tempos mudaram e que já ninguém se emociona, nem os cabos-de-mar, com palmos a mais ou na menos de pele nua e dourada, passaram a sua atenção para essa delícia única que o mar oferece a quem se atreve a apanhá-los (e vende a quem prefere comprar), as percebes!
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Agora a luta é outra.
Poderia pensar-se que motivos ecológicos ou de protecção da espécie, pautavam a incessante demanda destes novos cavaleiros das nossas arribas costeiras, mas não: aqui, o que se protege é a receita, a fiscal, claro.
Se for apanhador profissional e pagante de taxas, apanhe o que quiser; se for amador amante da Policipes, então pode apanhar até um quilo e ….. só com as mãos!
Para quem não saiba, não se podem apanhar percebes só a puxar com os dedos.
É assim que este que por aqui vos vai escrevendo se torna um fora-da-lei, um robin dos bosques dos rochedos, um zé do telhado dos percebes que teima em tornar-se um foragido nas férias, sempre que sai para apanhar o petisco máximo, cozido em água do mar e longamente saboreado em horas inesquecíveis que fazem valer bem o risco e a aventura de andar a fugir do cabo-de-mar.
sexta-feira, 4 de junho de 2010
Atum de azeite e vinagre!
Se há dias em que até se arranja um tempinho para cozinhar, outros há em que as soluções se tornam verdadeiramente minimais, uma lata de atum com umas batatas e cebola por cima e está o almoço aviado que há tanto e tão bom para fazer!
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Deste almoço que me soube divinamente, não sei há já quantos anos não comia uma lata de atum com batatas, não vos vou deixar a “receita”, descansem, antes falar de algo que temos de fazer antes, perante a prateleira do super-mercado, algo que está na nossa mão, mesmo só na nossa mão e que pode fazer a diferença para o futuro deste nosso amigo de sempre, o atum.
Estas são duas latas de atum. Uma barata, outra cara, uma produzida com consciência ambiental, outra com predação e ganância.
Curiosamente, a barata (Nixe, Lidl) é a consciente, a cara (Tenório) a predadora.
Quando comprar atum, não custa nada ver se a marca tem impresso este pequeno símbolo azul, o da pesca sustentável.
Convenhamos que é muito mais importante que saber que o Tenório ganhou uma medalha na Exposição da Tapada de 1864!
sábado, 4 de julho de 2009
FÉRIAS e REFLEXÃO
Estas férias serão também, de algum modo, o fim do Outras Comidas como o conhecem.
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Quem se habituou a encontrar aqui, com alguma regularidade, as comidas que vou fazendo, talvez tenha notado que há já um tempo que por este blog não se cozinha.
As velocidades de cruzeiro são perigosas, as rotinas e automatismos anestesiantes impõem, se queremos ser consequentes e coerentes, pausas para reflexão e análise, desapaixonadas e críticas, auto-críticas neste caso.
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Toda a actividade de interacção, mesmo esta aparentemente tão inócua de escrever simpáticos e inofensivos blogs de comidas, gera responsabilidades bem mais profundas que estas alegres patetices com que vou fingindo ser parte de uma vasta comunidade, afinal composta quase toda de envergonhados pseudónimos. Em dois anos de actividade regular, sobram-me dedos só das mãos se quiser ordenar as pessoas que efectivamente se tornaram, saindo da virtualidade anónima, qualquer coisa aparentada com uma amizade, mesmo asséptica…
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Não sei ainda o que irá ser o Outras Comidas a partir de 16 de Agosto, mas terá forçosamente por passar por algo bem diferente deste conjunto amorfo de episódios mais ou menos calóricos que a ninguém aproveitam verdadeiramente, excepto, é claro, ao inchado ego do autor/cozinheiro/voyeur que assim se exibe/espreita, contente, perante uma plateia, quem sabe imaginária…
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Aquilo em que o Outras Comidas se tornará, terá de ser algo que o torne mais que um pequeno palco desta grande feira de vaidades culinárias inconsequentes. E há muito por fazer e por dizer, mesmo através de comidas, neste mundo tão precisado de intervenção.
É o que vou descobrir nestas férias!
Boas Férias!
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Nota:
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Férias à Chuva
Desenganado por todas as previsões meteorológicas, nacionais e planetárias, foi para esta prevista chuva que parti antes que 2008 acabasse e, um pouco por toda a parte, se entrasse na histeria colectiva que, todos os finais de ano, agenda programada folia, consumismo, optimismo e outros “ismos” radiosos, a fingir que tudo o que é mau vai acabar e o próximo terá enfim muita Paz, o fim da fome e da guerra, amor entre os homens e mulheres deste canto do universo, enfim, vocês sabem, a conversa das misses qualquer sítio quando são eleitas… mais a mãe da primeira criancinha da maternidade Alfredo da Costa a nascer no novel ano, toda contente por ir aparecer na televisão, mais o pimpolhinho todo vermelho e enrugado, e receber 500 fraldas descartáveis e 100 quilos de nestum ou cerelac, que a vida afinal parece que não está nada boa!
Eu, em passando o adorado Natal, entro em fase de melancolia, como se dizia antigamente.
Como não sou dado a depressões, diria antes que me vou chateando até, lá para 31, estar tão chateado como um peru a 24!
Este ano, decidido a não ter que fingir, educadamente, a tal alegria etílica da “passagem”, decidi fugir para o Mar, para a última costa intocada e maravilhosamente selvagem que nos resta: o Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina.
Telemóvel desligado para não receber aqueles votos de bom ano pré-formatados, com um arremedo de poesia , frase filosofóide ou até graçola brejeira que todos tão bem conhecemos, ( como aquilo se copia e reencaminha, lá para a meia-noite já se têm várias repetidas), na companhia da Maria José, que é, felizmente, da minha “espécie”, um grande frango mesmo do campo e grande vontade de ir ao peixinho “lá de baixo”, fomos na “Alta”, que é o “petit nom” da nossa autocaravana, velha companheira de muitas e boas viagens por esse mundo fora.
Os bons amigos livros, o bom vinho indicado pelo Cupido, o Sol e a maré a possibilitarem uma generosa colheita de percebes (e o primeiro banho de mar do ano) no Monte Clérigo, a visita da Isabel e do Joaquim, nas arribas da costa frente à Ilha do Pessegueiro, os petiscos, é claro, e também as noites uivantes das falésias selvagens e águas revoltas, fizeram destas curtas férias uns dias inesquecíveis de cuja vertente gastronómica vos darei conta a partir de amanhã, aqui.
No fim, ontem, fui ainda visitar a Gina, sim, a tal dos biscoitos de que vos falei e de outras travessuras de infância, hoje com 83 anos, rija, na sua casa de Relvas Verdes.
Em relação às fotos, não tenho, infelizmente, grande coisa a apresentar. Eu tenho uma máquina relativamente sofisticada; bom, de qualquer modo bem mais sofisticada do que o fotógrafo, pelo que, naturalmente, deixo-a trabalhar sozinha e pouco mais faço que carregar no botão.
Desta vez, como o tempo estava assim cerrado, armei-me em profissional, passei a maquineta para modo manual, pois claro, mexi em todos os botões, alavancas e joysticks e o resultado … está à vista! Só se safam as de comida, que são feitas num formato predefinido. :-)
A "Alta" junto ao mar, nos Eivados.
A Maria José, o João, o Tomás e a Isabel, frente à Ilha do Pessegueiro.
Praias pequenas e desertas, ainda sem nome "oficial"quinta-feira, 17 de julho de 2008
FÉRIAS
Este espaço (e também o Comidas Caseiras) vai de férias comigo e é já amanhã!



