sexta-feira, 13 de maio de 2011
Bag in Box - Amoreira da Torre 2009
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Visão - Edição Verde 2010
............ Está hoje nas bancas mais uma edição "verde" da revista Visão.Desde um precioso balanço sobre o estado deste planeta em que todos andamos, até questões tão importantes como os sítios em que podemos encontrar alimentos amigos do ambiente para os nossos pratos, esta é uma edição a não perder!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
3º RANKING DE SUPERMERCADOS

Neste terceiro Ranking de Retalhistas, o Lidl mantém-se líder, aproximando-se do verde, por ter dado passos concretos e seguros no sentido de excluir o pescado mais insustentável e favorecer as melhores práticas de pesca.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Uma "Visão" importante...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009
O Frango que Estiiiccaaa!
... Já aqui vos falei da questão magna da falta de água planetária, do consumo espantoso provocado pela produção intensiva de carne e até dos melefícios para a saúde humana do consumo excessivo desta proteína..
É aqui que se dá o "milagre" do crescimento do frango para mais do dobro do seu volume original!


quarta-feira, 16 de setembro de 2009
EARTH WATER - You Never Drink Alone!

A nível nacional, a Earth Water é um projecto que conta com a colaboração da Tetra Pak, do Continente, da Central Cervejas e Bebidas, da MSTF Partners, do Grupo GCI e da Fundação Luís Figo.
Com o preço de venda ao público (PVP) de 59 cêntimos, a Earth Water, «A água que vale água», oferece 100% dos seus lucros mundiais ao programa de ajuda de água da ACNUR».
Ao desenvolver o conceito "You Never Drink Alone" pretende-se criar a noção de que só uma atitude solidária poderá minorar essa catástrofe que é, já hoje, a falta de água mundial.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
AÇORES - o atum sustentável ou a grande fraude?
"O atum e o bonito de Santa Catarina, da fábrica homónima situada na ilha de São Jorge, nos Açores, é pescado à linha e como tal sustentável. Para além de ser um dos melhores atuns enlatados do país...Encontra-se à venda nos supermercados do continente."
Este comentário, que IGY enviou no último post sobre ceviche, encheu-me naturalmente de alegria. É bom vermos que, afinal, nem tudo é negro.
Pena que, normalmente, nestas áreas as alegrias são breves. E foi!
Infelizmente, a realidade é bem outra: A Santa Catarina fechou há um ano por falta de atum, recebeu subsídio do Governo (Portaria n.º 414/2005 de 27 de Setembro ) para estabelecer uma fábrica em S. Tomé e Príncipe de modo a explorar as espécies locais aparentadas (atum fulo-fulo), passou a trabalhar com atum importado de Espanha, pescado onde os espanhóis o forem comprar, no Atlântico não será por certo, e estabeleceu acordos com a COFACO (Atum Bom Petisco) para lhe fornecer matéria-prima das suas importações e capturas africanas.
A Cofaco (Bom Petisco), tem um marketing poderoso e ostenta para o grande público uma fachada de inocência e consciência ambiental cheia de "certificações" e "amizades ao oceano", dizendo que o atum é pescado artesanalmente no mar dos Açores, etc. embora na verdade faça estas aquisições através de terceiros (a Santa Catarina) pois a verdade é que já não há atum em quantidade credível nos Açores.
Para que não fiquem dúvidas ficam aqui os links:
http://videos.sapo.pt/TaVIWvQTQO1e7DFZz65w
http://ww1.rtp.pt/acores/?article=9752&visual=3&layout=10&tm=5
http://www.azoresglobal.com/canais/noticias/noticia.php?id=790
http://www.bompetisco.pt/ecologicalConcern.html
Sendo 70 por cento do peixe comercializado em Portugal vendido nas grandes superfícies, a sua capacidade para influenciar o modo como a indústria de pesca opera é crucial para a salvaguarda sustentável, quer das espécies, quer das pescas.
Os supermercados deveriam retirar das prateleiras espécies cuja captura (no caso do peixe selvagem) ou cultivo (no caso do peixe de viveiro) tenha um impacto negativo no ecossistema marinho e avaliar se as espécies que vendem são provenientes de stocks que estão gravemente ameaçados.
Entre estas contam-se algumas das mais vendidas em Portugal, como o bacalhau do Atlântico, o atum, o linguado, o peixe espada branco, salmão, tamboril e várias espécies de pescada e camarões.
Portugal, enquanto um dos maiores consumidores mundiais de peixe per capita, pode desempenhar um importante papel na defesa da sustentabilidade da pesca e dos oceanos.
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
MENOS CARNE - MAIS ÁGUA
Se hoje o faço, ainda que levemente, é porque um tratamento oriundo da área yogue é um suporte indiscutível para o que a seguir, gastronomicamente, se propõe.
O 'shanka prakshálana' é uma formidável técnica de desintoxicação e purificação, que consiste em fazer uma lavagem completa do tubo digestivo.
E que resíduos!
Juntamente com a água de lavagem evacuada são eliminados, literalmente, quilos de uma imundície negra, pútrida e pegajosa que revestia o interior do nosso tubo digestivo.

É geramente aceite que as necessidades de proteína de origem animal para um adulto normal rondam os 60g diários, ou seja, 30g por refeição.
Basta uma volta pelas nossas receitas para se ver que consumimos qualquer coisa como 7 a 8 vezes aquilo de que realmente necessitamos.
A produção intensiva de carne a nível global é um dos piores pesadelos ambientais com que a Humanidade hoje se depara: Desflorestação, consumo de cereais, emissões de CO2 e de metano, poluição hídrica de superfície, contaminação de aquíferos, redução de habitats selvagens e, por último mas talvez o principal, o desmesurado consumo de água doce, o bem cada vez mais escasso do planeta neste sec. XXI.
No topo do consumo de água figura a carne bovina, responsável por 15.000litros por quilo!!!
Se pensarmos que um quilo de arroz consome 1500 litros e de trigo 170litros, pode avaliar-se o impacto de qualquer diferença no consumo de carne à nossa mesa.
Um BigMac consome a água de 17 duches e é responsável pela destruição de 50m2 de floresta amazónica...
Se, com a carne de um "belo" bife de 250g der de comer a toda a família de cinco pessoas, poupa ao planeta 15.000 litros de água, poupa 8 € à sua carteira, poupa nas doenças cardiovasculares, enfim, ficamos todos a ganhar.
Uma cozinha simultaneamente do agrado ao paladar, saudável, económica e amiga do ambiente será tema para algumas das receitas que se seguem aqui, no Outras Comidas.
Nota (vegan):
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
O Mar está a morrer! (pesca sustentável)
O mar está a morrer!O nosso apetite insaciável por peixe e a ganância de indústrias cada vez mais poderosas e sem escrúpulos que não sejam os do lucro desenfreado e imediato, transformou os oceanos, berço e suporte de toda a vida, em desertos explorados até à exaustão total.
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Numa altura em que, por todo o mundo, a ordem "democrática" predominante faz com as prioridades de quem governa sejam os seus interesses pessoais, a eleição e a reeleição, impedindo assim qualquer medida realmente eficaz mas necessariamente impopular, a última esperança, se é que ainda há lugar para alguma, poderá estar nas mãos de quem detém o verdadeiro poder económico global: o consumidor, nós!

Ninguém pescará o que o consumidor recusar comprar! As leis de mercado também funcionam ao contrário.
Claro que este poder põe-nos nas mãos uma responsabilidade tremenda, na realidade uma responsabilidade final e desmesurada com que lidamos pela primeira e talvez última vez, se não agirmos agora e bem.
Mas que ninguém diga que não sabia!
A Greenpeace é uma ONG (organização não-governamental), maldita em todos os quadrantes políticos, da extrema-direita à extrema-esquerda, que não lhe perdoam a não sujeição a ideologias e programas e os métodos interventivos e espectaculares.
Em Portugal, a Greenpeace tem desenvolvido uma tentativa de sensibilização junto da grande distribuição estabelecida em Portugal no sentido da identificação de espécies à venda e sua sustentabilidade.
As espécies mais ameaçadas, as que necessitam da nossa intervenção urgente, são também as que mais arreigadas estão nos nossos hábitos alimentares.
Alabote
Atum
Bacalhau
Camarões
Espadarte
Linguado
Peixe-Espada Branco
Redfish
Pescada
Raia
Salmão
Solha
Tamboril
Tubarões
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Cozer Massa ou "barretes de chef"
Contagiadas pelos delírios organizativos e empresariais norte-americanos, a partir de meados de 80 e com toda a força nos 90, as empresas portuguesas aspirantes a modernaças, passaram a ser "exércitos" sui generis de coronéis e generais: toda a minha gente era chefe de qualquer coisa...Por essa altura surgiram, à luz da ribalta mediática, os chefs!
Primeiro timidamente, depois como cogumelos, acompanharam, pela viragem do milénio, a passagem da cozinha como arte e saber para a cozinha espectáculo em que o que contava, claro, muito mais que saber cozinhar era saber comunicar e divertir.
Foi a altura em que qualquer apresentador medíocre de televisão, ou humorista, ou dono de restaurante da Caparica passou a “especialista” em doces, receitas, programas de culinária, o livrinho certo nos escaparates… depois surgiram também os chefs “estrela-sexy”: jovens, lindos, louros, exóticos, de turbante, a fazer arregalar o olho do mulherio farto de chefes "Silva", feios, gordos e velhos.
A coisa foi tão vivida e excitante que ninguém se lembrou de perguntar: mas “chefe” de quê ou de quem? Inventou o quê? Criou que prato? Cozinhou onde? Será que sabe salvar mesmo uma mayonnaise talhada? Ou usa Hellman’s?!
E como o showbizz é impiedoso e sôfrego de constante novidade, quanto mais espaventosa melhor, lá foram “criando” as maiores aberrações que a maltinha ignara papava como bíblicos mandamentos, que isto na televisão não dá para ouvir se alguém diz “o rei vai nú”, ainda bem…
Aqui cabe uma pausa para que fique registado que eu acho que não são todos assim: Há magníficas excepções, gente nova a cozinhar e inovar divinamente, gente que está realmente na cozinha a fazer mais que cortar salsa a ritmo AK47*, para papalvo extasiar, ou a "empratar" com muitos riscos e gotinhas pelo prato fora.
Quem não experimenta, quem não questiona a tradição, também não avança.
Os nossos chefes andavam ocupados demais a descobrir umas ervas daninhas para nos impingir como salada “selvática” para perderem tempo a verificar as “regras” da cozedura das massas. Aquilo que era irrisório e que, para mais, toda a gente dizia, estava certo de certeza, não era? A massa coze-se em muita água a ferver em cachão, panela destapada, na razão de um litro para cada 100 gramas! Dizia a mamma, dizia o livro, dizia o chef!
Vitória da democracia: A Verdade é o que a maioria diz que é verdade.
Se a cada semana, um milhão de famílias portuguesas cozinhar 500g de massa desta maneira, gastará no processo 5 milhões de litros de água, mais do que a água de 3 piscinas olímpicas**. Por semana!
No mundo a morrer à sede de água potável, que desperdício de água e de energia! Que inutilidade!
A massa não tem de cozer em muita água!
A massa não tem de cozer a ferver em cachão!
A massa não tem de cozer em panela destapada!
Um litro e meio de água chega e sobeja para cozer 500g de massa, em panela tapada e lume no mínimo.
Depois é tudo igual, a massa não pegou nem colou, cozeu na perfeição e poupou ….. duas grandes piscinas olímpicas.
Nota:
*AK47 lendária espingarda-metralhadora russa, a Kalashnikov, famosa pela sua rápida cadência de tiro, muito igual ao ritmo matraqueante de corta-legumes de alguns dos nossos chefs mais circenses, ou talvez em despique com a Bimby?!
** Piscina Olímpica: 50x22m – 1650m3
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Tiramisu (sustentável)
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domingo, 21 de junho de 2009
Jaquinzinhos Fritos e Ambiente
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Depois tudo mudou e a Verdade também: agora já tudo se podia discutir desde que não se discutisse a nova verdade chamada democracia representativa, substituta da antiga trindade e tão indiscutível como ela.
Ora, tudo o que não se discute, apodrece ou já está podre e esta conversa fiada vem toda a propósito de Jaquinzinhos fritos!
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O legislador democrático tem, além da sagrada tarefa de legislar, fazer as leis que regulam a vida de quem o elegeu, outros variados misteres menos relacionados com a legislação e mais com a perpetuação do seu tacho, perdão, queria dizer cargo!
É por isso que, quase todos já notámos quão tardiamente e a ferros se faz o parto de cada lei.


