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segunda-feira, 22 de abril de 2013

Arroz de Escamas



                O meu primeiro contacto com o tomate seco aconteceu há já muitos anos, no mercado de Florença e foi para mim como que uma epifania.
De então para cá, sejam dos italianos, os pomodori secchi, sejam até secos por mim sob o sol alentejano, passaram a ser ingrediente que uso e de que até abuso. Além das formas usuais, agora chamadas de pétalas, ou seja as metades de tomate secas ou conservadas em óleo ou azeite, existe também uma outra, desde sempre usada em Espanha como tempero e a que eles chamam “escamas de tomate”, que é tomate seco e triturado.
Com o característico sabor forte do tomate seco, estas escamas de tomate são extraordinariamente versáteis, permitindo, por exemplo, fazer um arroz “instantâneo” como este, feito para aproveitar uma sobra de arroz cozido.

Ingredientes:

1 chávena de arroz cozido
1 colher de sopa de azeite
1 colher de sopa de água
1 colher de sopa de escamas de tomate seco
1 dente de alho
Sal e pimenta

Preparação:

Molhe o tomate com a água durante alguns minutos, junte então o alho fatiado e o azeite e leve ao lume.
Assim que a água evaporar e o tomate começar a fritar, junte o arroz cozido e envolva 
ao mesmo tempo que aquece.


quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Pomodori Secchi

Se leram o post de hoje da Marizé, já sabem porque me fui lembrar disto. A quiche magnífica que é ali descrita leva um ingrediente raro entre nós, o tomate seco.

Como não podia deixar de ser, conheci os Pomodori Secchi em Itália.
Ali, tanto podem ser ingredientes de cozinhado, matéria-prima para o Pesto Rosso (vermelho), ingrediente de sanduíches incríveis e até petiscados assim, como aperitivo para uma cerveja.
Apaixonei-me há muitos anos pelos pomodori secchi, de que trazia verdadeiras carradas, que nessa altura ainda ninguém os conhecia por cá. Depois, porque não ia sempre a Itália, fazia-os.
Agora são já quase comuns, se bem que carotes, mas eu continuo a fazê-los a cada Verão, quando o tomate é quase dado (às vezes, mesmo dado) e o Sol é de graça, como toda a gente sabe.
Claro que ainda é cedo para o Verão e para o tomate barato, mas fica a receita para quem quiser, e puder.

Ingredientes:

Tomates grandes e carnudos
Sal grosso
Azeite

Preparação:

Certifique-se que existem boas possibilidades de ir ter, pelo menos, uma semana seguida de sol forte, sem interrupções.
Corte os tomates longitudinalmente e disponha-os com o corte para cima, sobre uma rede de metal ou uma esteira. Salpique com sal grosso, apenas meia dúzia de pedrinhas de sal por cada tomate e ponha-os ao sol directo.

Quando o sol desaparecer, à noite, tape-os para que não apanhem humidade. Ao fim de 3-4 dias, volte-os.
Podem ser necessárias várias "voltas" até estarem prontos, o que se vê quando estão quase completamente desidratados mas ainda não reduzidos a uma pele coriácea.

Introduza-os então, rapidamente, em água salgada a ferver por cerca de 5-10 segundos, apenas para desinfectar e meta-os bem juntos em frascos, que enche em seguida de azeite.

Nota:

A maior parte do tomate seco à venda aqui, é seco em estufas, o que também pode fazer no forno, com a porta entreaberta e calor ao mínimo.
Claro que se perde o sabor do Sol, o tempero do Mediterrâneo. Em Itália, a seca ao sol é considerada essencial e até certificada.