A focaccia toscana, que lá se chama “schiacciata” e que aprendi a fazer lá, em 1979, é algo de
maravilhoso a apenas vagamente parecido com essas versões modernizadas e
industrializadas que todos conhecemos.
Uma focaccia toscana, em pão insosso e apenas salpicada com sal e
alecrim, ou coberta de singelas rodelas de batata ou de cebola são experiências
gustativa e olfactiva únicas e que apenas se podem disfrutar se nos dispusermos
a esquecer as de compra e deitarmos as mãos à massa. Literalmente!
Ingredientes:
Farinha de trigo 650
Fermento de padeiro
Azeite
Sal
Alecrim fresco
Batata
Preparação:
Prepare uma massa de pão sem sal e,
após a primeira fermentação,
volte a amassar mas desta vez incorporando uma
quantidade generosa de azeite.
Polvilhe de farinha e deixe
levedar novamente, isto é, deixe que o volume dobre de novo.
Abra a massa à mão ou com auxílio
de rolo de modo a que fique com cerca de um dedo de espessura. Faça umas
depressões com as pontas dos dedos e regue abundantemente de azeite.
Tape esta
massa azeitada com papel vegetal de forno e vire-a de modo a que o papel fique
por baixo.
Pique alecrim fresco e corte
batatas às rodelas finas com casca.
Salpique toda a superfície da focaccia com sal, distribua as rodelas
de batata e o alecrim,
fure toda a superfície com um garfo de modo a que não
possa enfolar durante a cozedura e regue de novo com azeite.
Leve a forno muito quente, no
papel vegetal e sobre a base de pedra*,
primeiro durante 10 minutos, depois reduza para 160ºC e deixe cozer a massa e
as rodelas de batata durante cerca de 20-25m ou até que se apresente
uniformemente alourada e as rodelas de batata cozinhadas.
Sirva quente, ou morna, ou fria
no dia seguinte; uma focaccia assim é
sempre uma experiência inesquecível.
Nota: * Para toda a panificação é essencial dispor de uma base
credível no fundo do seu forno, já que as bases de chapa nunca conseguem
armazenar o calor necessário ao arranque de cozedura do pão, seja ele qual for.
Para conseguir isso há que ter o fundo do seu forno forrado por uma placa de
cerâmica refractária que imite o fundo de um forno de lenha ou forno
industrial. Essas placas refractárias existem mas são caríssimas, por vezes
mais caras do que o próprio forno e eu optei por colocar em vez delas,
tijoleira normal (não vidrada) de barro vermelho. Os resultados são magníficos
e o preço irrisório.












Deixe dobrar o volume num local sem frio nem correntes de ar e volte a amassar
o que levará a massa ao seu volume inicial.
Enfarinhe e divida a massa em porções (eu dividi a minha em 5 partes, das quais usei uma para fazer focaccia e 4 para pizze).

Na mesa enfarinhada, estenda com o rolo as porções
até elas terem cerca de 3-5mm de espessura, consoante goste da pizza mais ou menos fina, ponha em placas especiais para pizza
ou, na falta, sobre papel de alumínio, ambos previamente untados com azeite.
Deixe crescer por uma hora ou até sentir a massa fofa de novo.
ou com tomate fresco depois de devidamente evaporado até estar com a consistência de molho espesso; não tente usar tomate fresco em natureza, como vem nas receitas dos livros e revistas, pois largará tanta água que vai transformar a sua pizza numa açorda, a menos que disponha de um forno de lenha ou industrial.
e outra com pomodori secchi, azeitonas e pimentos de piquillo.
Cubra com mozarella ralada, salpique com umas gotas de azeite e leve a forno muito quente até que o queijo funda e comece a borbulhar.
Parta com uma tesoura que é a maneira mais prática, muito mais eficiente que uma faca ou aquelas rodinhas…