
domingo, 19 de outubro de 2008
Cogumelos com Tofu

quarta-feira, 15 de outubro de 2008
Pastéis de Massa Tenra

Claro que o que ficou dito do calor não se aplica a quem tem cozinha com ar condicionado, mas não é o meu caso.
A massa tenra é das mais simples em composição mas mais laboriosa e exigente na execução e aqui não há meios termos, só há duas variedades: a rara, fina, maleável e depois diáfana e estaladiça, maravilha de sabor, e a outra, grossa, mole, seca, às vezes embebida em óleo e, principalmente, a mais vulgar por aí, nas montras de salgados, mais parecem uns rissóis grossos fritos sem pão ralado.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Jantar - Minuto

quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Y Segundo
Um cardápio, dois continentes, três cozinheiros, quatro à mesa de Lisboa, cinco receitas, foram os ingredientes deste desafio à virtualidade anónima da blogosfera, mais uma vez forçada a fazer-se coisa em que se mexe, que se cozinha, que se come!
O cardápio foi, desta vez, criado por mim. Criado mesmo, que eu não ia perder por nada deste mundo o ensejo de ver alguém cozinhar receitas que eu imaginei. Dirão que foi grande a imodéstia e claro que têm razão, mas só experimentando se pode perceber o gozo... ah! O grande gozo!
A mesa lisboeta onde se sentaram quatro, cresceu à volta daqueles sabores também degustados em Almeirim e S.Paulo, sabores novos para nós todos de que aqui vos deixo relato:
Esta e todas as receitas dos pratos que se vão seguir, foram publicadas aqui, quando do convite que vos fiz para que, se quisessem, nos poderem acompanhar neste nosso jantar.
Aperitivo: Melão com presunto ( Carpaccio de presunto sobre redução balsâmica de melão em requeijão de ovelha e wasabi)
Acompanhado por um shot de sumos de melão e lima com saké, estes rolinhos foram um êxito absoluto. Em relação à receita original, e porque dos quatro convivas, três não são apreciadores do picante japonês, optei por incluir o wasabi por cima dos rolinhos, de forma a que pudesse ser removido facilmente.
Primeira Entrada:Ervilhas com Ovos e Toucinho(Raviolis de Petit Pois com escalfado de Ovo de Codorna e Menta )

Inspirado na célebre apresentação de favas embrulhadas em toucinho de Ferran Adriá, estes “raviolis” acabaram por ser “cobertores” pois não me foi possível arranjar aquele toucinho enorme de porco preto e então as fatias não tinham dimensão para embrulhar o recheio todo em volta. Acabou por ficar delicioso e, só pena, ser entrada e acabar logo...
Segunda Entrada: Rancho à Portuguesa(Estufado de carnes com grão de bico e tomate em caneloni de pasta all’uovo fresca)
Um dos pratos mais emblemáticos da cozinha das tabernas portuguesas, este “rancho” brincava com a receita original ao passar a tradicional massa para fora, sob a forma de um caneloni de massa fresca. Semi-feito de véspera, numa pequena batota logística para não comprometer o ritmo necessário à refeição, foi só gratinar/aquecer e ficou magnífico.
Prato Principal: Arroz de Santola(Risoto do Mar ao Porto com Açafrão em carpaccio de Terrincho)
Esta receita teve uma inspiração tripartida: em primeiro lugar o meu gosto pessoal por arroz de marisco, em segundo uma técnica de risoto descrita por J.Oliver, que consiste em substituir o vinho branco por vermute seco (aqui por Porto), e em terceiro uma receita publicada há meses no Expresso, um risoto de açafrão em Terrincho, da autoria do chef Guerrieri, do Mezzaluna, em Lisboa.
Em relação a esta última, usei açafrão em estames e não o “das índias”, o risoto era de sapateira e não simples. Memorável e, seguramente, a repetir, igual ou nas inúmeras possibilidades que abre.
Em relação à santola que eu tinha imaginado para este prato, o preço absolutamente escandaloso a que esteve naqueles dias, motivou a escolha da sua prima sapateira, que desempenhou o papel com todo o mérito!
Sobremesa: Trouxas(Nougat de Lemon Curd em massa filo)
Estas “trouxas” constituíram o principal factor de stress desta refeição, de algum modo o meu pesadelo. Criadas do nada, apenas por Lemon Curd ser o meu doce favorito e massa Filo uma incógnita fascinante mas inteiramente teórica, estas trouxas estaladiças foram um êxito para todos os que as provaram, excepto para mim que as tinha imaginado diferentes: o Lemon Curd ficou algo seco com o calor do forno, o que não impediu que ficasse bom, mas eu queria-o cremoso como o “curd” deve ser. Emendei a mão como viram na foto, ficou bonito e o cremoso andou ao lado, debaixo da noz.
Uma nota final para os vinhos:
Nesta refeição em que a tradição foi deliberadamente esquecida e em que se andou da “terra” para o “mar”, houve que harmonizar a escolha vínica com esta opção, o que, tendo em atenção que havia notas de açúcar logo no aperitivo (!), não foi nada fácil.
Conseguiu-se, no entanto, o desiderato!
Depois de um verdadeiramente minúsculo Caipiké de melão, no aperitivo - tratava-se de lavar o palato – a escolha recaiu sobre um tinto da Península de Setúbal, os tintos que se harmonizam com qualquer sabor, desde os doces até às caças, vá lá saber-se como e porquê?
As duas entradas agradeceram a companhia do Dona Ermelinda 2005, DOC Palmela, um Castelão-Periquita da vinha de Fernando Pó, da casa Ermelinda Freitas. Estagiado em carvalho francês que lhe dá as madeiras, este tinto polivalente apresentou-se granada, complexo, cheio de frutos maduros e com um final prolongado próprio dos grandes vinhos.
O prato principal, paradigma da amada/odiada associação marisco/queijo, era por si um quebra-cabeças de difícil solução no âmbito clássico dos brancos – tintos.
Poderia ter sido um Alvarinho. Poderia ter sido um desses novos rosés, agora cheios de personalidade (finalmente!). Mas a escolha recaiu sobre um dos grandes vinhos portugueses do momento: O Al-Xam, branco bruto espumoso das castas Sercial, Antão Vaz e Esgana Cão, produzido nas vinhas exemplares da Quinta da Plansel, em Montemor-o-Novo, por Jorge Bohm. De bolha persistente, fresco, untuoso e elegante, este magnífico Al-Xam (do qual, infelizmente, só se produzem 5000 garrafas por ano), foi a companhia perfeita até ao fim da refeição.

Com um sentimento de plenitude e serenidade, morreu bem este Y Segundo. Viva o Y Terceiro!
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Anequim Alimado


Sexta-Feira deparei com um belo anequim no mercado e lembrei-me logo da Sopa de Cação, conhecida no Alentejo por Cação Alimado. Tinha ficado a pensar nessa sopa/refeição tão alentejana desde que há dias, no Garficopo, o Cupido assou tintureira.
O anequim é um “primo” chegado do grande tubarão branco, com o qual partilha a ferocidade embora atinja apenas 3,5 metros. Muito comum nas águas portuguesas, tem, felizmente, o hábito de não passear junto à costa!!!
As capturas são frequentes e aparece muitas vezes à venda nos nossos mercados, embora raramente sob o nome de anequim. Passa muitas vezes por cação, quando é pequeno, depois de esfolado para não se ver a pele azul e branca, nos casos maiores é muita vezes vendido por tintureira e às vezes, se o vendedor é mais atrevido, diz até que é .... espadarte!
De carne muito firme e muitas vezes vendido a um preço irrisório pois os tubarões não são populares nas nossas cozinhas (ainda há poucos anos eram apenas usados para alimento de animais do Jardim Zoológico), os tubarões podem ser cozinhados, às vezes com vantagem, de todas as maneiras normalmente usadas para os cações, patarrôxa, tremelga, tintureira, até raia.
Esta sopa de Cação Alimado, jantar de início de fim-de-semana Alentejano, foi realmente feita com meia posta desse magnífico anequim e chegou, farta, para três.
Ingredientes:
800g de posta de cação (ou outro tubarão)
1 pão alentejano de véspera
1 molho de coentros frescos
3-4 dentes de alho
2 colheres de sopa de farinha
1 colher de chá de pimentão doce em pó (fac.)
Sal e pimenta
½ chávena de Azeite
½ chávena de Vinagre
Preparação:
Parta o cação em postas com cerca de 3cm de altura e ponha-as em água avinagrada e salgada durante 1 hora.
Refogue ligeiramente, em azeite, os alhos e os coentros, ambos picados fino. Junte então a água e o sal e, quando levantar fervura, as postas de peixe. Quando estiver cozido, retire o peixe com uma escumadeira e junte à água fervente meia chávena de vinagre de vinho no qual desfez a farinha e o pimentão e deixe cozer uns minutos. Tempere com pimenta e acerte o sal.
Parta o pão para uma terrina, regue com este caldo e disponha as postas de peixe por cima. Sirva bem quente.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Do Destino dos Melões


segunda-feira, 22 de setembro de 2008
Caldeirada de Cabra

No Alentejo, onde vivi muitos anos, só borrego. Nos mercados da minha zona de Lisboa, Alcântara e Boa-Hora, aparece o cabrito legítimo, às vezes falso, mas da mãe do dito, nem cheiro.
Elas tinham de aparecer, desse por onde desse, e apareceram! As cabras adultas vão directamente para os talhos dos mercados que abastecem zonas extensas de emigrantes africanos, que a usam para fazer Caldeirada!
Umas conversas ad-hoc com algumas clientes encontradas nesses talhos, ensinou-me que, por exemplo, a famosa caldeirada de cabrito angolana é especialmente apreciada por eles se feita com os progenitores (cabrito para turista, cabra para nós, sic).
A receita que se segue é um misto entre as versões angolana e cabo-verdiana, aliás muito próximas no essencial, diferindo um pouco no acompanhamento e no nível de picante, que deixei a nível europeu.
Ingredientes:
2,5 Kg de cabra (perna, costelas e barriga)
1 Pimento verde
1 Pimento vermelho
2 Cebolas grandes
0,5 Kg de tomate muito maduro (na falta, usar calda)
6 Dentes de alho, com casca
5 Cravinhos
2 Folhas de louro
5 Malaguetas (10 em C.Verde, 2 colheres sopa de pasta de jindungo Angola)
1,5 Dl de azeite (óleo de palma em Angola)
0,5Kg de feijão verde redondo (quiabos em Angola)
0,5kg de cenoura
1 kg de batata
1 olho de couve repolho
1 copo de vinho
Preparação :
Peça no talho para que cortem as costelas em troços, com a serra, para evitar esquírolas de osso. Corte a barriga em pedaços, desosse a perna e corte a carne em bocados. Coza a carne em água e sal durante cerca de 2 horas ou 1.15h se o fizer na panela de pressão. Estes tempos dependem muito da idade do animal mas a carne deve ficar quase tenra, a precisar de mais 15 minutos até estar no ponto certo.
Refogue no azeite, sem puxar, o tomate, a cebola, a cenoura, os alhos esmagados com a casca, e os restantes temperos.
Adicione então a batata, feijão verde, couve em juliana e a carne cozida. Junte o copo vinho branco e cubra com o caldo da cozedura da carne. Prove, rectifique temperos e deixe cozer e apurar até a batata começar a desfazer.
Nota:
Este prato é uma delícia para os apreciadores de borrego, pois a carne de cabra tem o mesmo aroma, se bem que mais intenso.
Se pertence ao número dos “detestadores” de borrego, então detestará a cabra de maneira superlativa.
Se é daqueles que até come mas não se importava nada que o aroma não fosse tão intenso, pode reduzir este, arrefecendo no frigorífico o caldo onde se coze a carne e retirando a gordura sólida que se forma ao de cima antes de usar o caldo.
Flor de Sal de Tavira
A idade não perdoa!
Recebi há dias um mail sobre um post, nada de muito antigo, já que o Outras Comidas só começou em Maio, mas verdade verdade, é que dei por mim a procurar no histórico do meu próprio blog, já que não fazia ideia de que receita se tratava!
Essa volta pelas “antiguidades” teve, no entanto, o mérito de me fazer reparar que, lá para trás, eu indicava quase sempre o uso de Flor de Sal. Depois achei que aquilo, apesar de verdade, era um bocado pretensioso e passei a dizer “sal”, tout court!
A flor de sal é um produto dito “gourmet”, obtido manualmente nas salinas através da recolha da fina película de pequenos cristais que se formam à superfície em dias sem vento. Apesar da composição química desta película ser pouco diferente da do sal marinho integral, a forma especial como se dá esta cristalização “solar”, transforma as delicadas lâminas da flor de sal numa iguaria que faz ressaltar de forma única e delicada os sabores dos alimentos que tempera.
Para além de excelente, a flor de sal tem também um preço alto, chegando por vezes à exorbitância, e claro que seria ridículo indicar o seu uso para salar a água onde se vai cozer umas batatas ou uma massa
.
Eu faço-o!
Não porque seja perdulário ou algum milionário excêntrico mas porque, por um acaso da sorte, compro flor de sal ao preço de 7€/ 50Kg! Leu bem: são dois sacos de 25kg cada por 7 (sete) euros.
É este segredo, que guardei ciosamente durante anos, ( nestes casos, como nos das praias desertas, as publicidades são sempre nefastas), que agora vou partilhar com os meus visitantes, na esperança que eles saibam fazer bom e limitado uso da preciosa informação.
Atravessando o rio, em Tavira, pela Rua dos Descobrimentos, na direcção de Faro, voltando à esquerda na rotunda que logo aparece e continuando na direcção do mar, verá que o alcatrão dá lugar à terra batida e o caminho acaba por trás dos muros de umas moradias, mesmo encostado às salinas, que ali entram mesmo até junto das casas.
Se atentar bem, verá então que há dois tipos de salinas: umas, mais afastadas, são rectângulos perfeitos e enormes, onde trabalham buldozeres e outras maquinarias e junto das quais existem grandes armazéms; outras, mais perto de si, ali mesmo aos seus pés, têm contornos irregulares e são muito mais pequenas, são trabalhadas manualmente e o sal está guardado nas suas margens, em sacos de plástico preto com cerca de 25kg cada. Alguns desses sacos têm, praticamente, apenas flor de sal, já que são colhidos todos os dias durante a estação. Não se sinta embaraçada, diga claramente ao dono da salina que procura os que têm mais flor de sal, que ele está habituado e não se importa e escolhe os que ele sabe serem especiais.
Depois delicie-se com as delicadas palhetas e use-o como eu faço: em tudo, como se fosse um milionário excêntrico!
sexta-feira, 19 de setembro de 2008
Chaputa




Abundante em todo o Atlântico Norte e Mediterrâneo, a chaputa (brama, brama) é um peixe de carne muito firme e consistente que aguenta cocções prolongadas sem perda de qualidade, o que é raro num peixe.
Desaparecida durante anos, sabe-se lá porquê, o certo é que ultimamente tem regressado em força aos nossos mercados e supermercados, a um preço excelente de "carapau".
Porque alguns visitantes mais novos terão forçosamente crescido durante o período em que não houve chaputa e porque é um peixe que pela sua firmeza de carne e delicadeza de sabor vale a pena ser degustado, aqui ficam algumas dicas sobre a preparação dos seus suculentos e firmes filetes.
Preparação:
A chaputa apresenta uma pele coriácea e difícil, pelo que deve pedir, onde a adquirir, que lhe tirem os filetes. Cada chaputa produz dois filetes grossos triangulares.
Esses filetes apresentam uma linha média de pequenas espinhas difíceis de retirar uma a uma, pelo que deve deitar o filete na tábua com o sulco avermelhado para cima e depois, com uma faca bem afiada, corte de um lado e de outro desse sulco vermelho, retirando uma fina tira de peixe que contém todas as espinhas e deixa o triângulo dividido em duas metades, uma mais grossa, outra mais fina.
Se prefere filetes mais finos, pode então abrir o filete grosso em dois.
Esta chaputa que comprei e fotografei ainda inteira (e com o anzol na boca) no Mercado de Benfica, foi simplesmente temperada com Flor de Sal, passada por farinha e ovo e frita, sendo a seguir regada generosamente com sumo de limão.
Nota:
Leve consigo a cabeça e a espinha da chaputa, excelentes para fazer uma sopa, caldo de peixe ou um arroz ou risoto, que foi o que acompanhou os meus filetes.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
Ostras do Sado


Quando no Sábado parei ao pé de um dos mais antigos apanhadores de lambujinha de Setúbal, com banca improvisada na berma da estrada, ali entre Pontes e Águas de Moura, estava longe de imaginar que iria encontrar de novo, depois de um interregno de talvez vinte anos, as belíssimas ostras do Sado.
Outrora abundante, ainda há poucas décadas era um bivalve vulgar (e barato!) nas bacias do Sado e do Tejo. Depois, como tantas outras coisas que desapareceram às mãos gananciosas da exploração desenfreada, ou das várias poluições e incúrias, que são o mesmo, as ostras acabaram por acompanhar na ausência, o camarão de Algés, os linguados de Porto Brandão e as enguias que alimentavam um sem número de restaurantes famosos à sua custa que pululavam a estrada que acompanhava o estuário do Sado.
Mas o certo é que voltaram! E estavam ali mesmo à minha frente, não muito grandes, enrugadas e feias como uma ostra deve ser, vendidas à dúzia, pois claro! Comprei.
Seriam entrada para o lanche-grande, refeição que substitui o jantar de Domingo. Para comemorar a feliz rentrée, e também porque elas, apesar de bem cheias eram para o pequenote, decidi fazê-las de um modo que aprendi há muito no Pantagruel, com um toque pessoal como não podia deixar de ser: Ostras Panadas com Alioli.
Ingredientes:
1 dúzia de ostras
4 fatias de fiambre
Pimenta preta moída na altura
Ovo e pão ralado para panar
Molho Alioli
Preparação:
Abra as ostras com uma faca forte e aproveite o líquido que sai nessa operação. Retire o corpo do bivalve, coe o líquido por um pano e leve ao lume com o miolo das ostras. Mal comece a ferver, retire logo e escorra as ostras num passador.
Enrole cada ostra numa tira de fiambre um pouco mais larga que aquela, salpique com a pimenta preta, ao de leve, passe por ovo batido e pão ralado e frite até ficarem louras.
Sirva com molho alioli feito em casa e um pouco de limão.
Nota:
Existem uns instrumentos especiais para abrir ostras, mas eu não tenho e uso sempre uma faca ponteaguda.
Se, como eu, também não tem o tal instrumento, saiba que abrir ostras com uma faca é uma operação de alto risco e deve evitar absolutamente segurar a ostra com a esquerda e apontar a faca com a direita, fazendo força com esta na direcção em que parece estar a ostra, mas onde está, em última análise, a sua outra mão. Apesar de tudo isto que eu sei e lhe digo, o certo é que acabo cada abertura de ostras, invariavelmente, com o bico da faca espetado na palma da mão esquerda, e no Domingo não foi excepção! :-(