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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011
Molho Holandês para Peixe Grelhado
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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Bolo de Azeite e Avelãs
Claro está que, tal como a seta fatal acabou por atingir o herói mirmidão, também havia a Ana de convocar um bolo para esta 13ª Trilogia comigo e com o Cupido.
A coberto da chuva e frio que fazia no dia da convocatória, seria então um bolo para o chá reconfortante das agruras dessa tarde.
Metidas as mãos à obra, foi este bolo companhia para uma bela tarde de sol, com algum frio, é certo, a fazer saber ainda bem uma fatia gulosa e morna com um belo bule de chá.
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Ingredientes:
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6 ovos
300g de açúcar (275+25)
100g de azeite
100g de manteiga
200g de avelãs raladas
250g de farinha com fermento
1 pitada de sal
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Preparação:
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Bata as gemas com 275g de açúcar
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Bata em castelo as claras com a pitada de sal e, por fim, adicione 25g de açúcar e continue a bater até ficarem bem firmes.
Envolva as claras na massa, com cuidado, para preservar as pequens bolhas e leve ao forno a 180ºC, em forma untada e enfarinhada,
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Servi morno com chá vermelho Tuocha de sete anos e
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Uma Sopa Muito Reconfortante (e um vinho muito mau)
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
Bacalhau ao Pil-Pil
É sabido ao que leva a patética convicção de sabermos tudo sobre qualquer coisa, mas talvez por sermos o maior consumidor per capita do Gadus morhua, rapidamente passámos a pensar deter o monopólio da sua culinária, com a consequente menorização automática dos preciosos pratos que por esse mundo se fazem e com os quais, apesar das famosas "1001 maneiras" do nosso orgulho, muito temos a aprender.
Os bascos, povo que tem registos de ter barcos de pesca de bacalhau desde o ano 875 e que são responsáveis, tal como nós, por um considerável acervo de maneiras deliciosas de prepará-lo (por exemplo o bacalhau à biscaínha), criaram um dos mais espetaculares molhos e simultaneamente uma técnica de preparo a que chamaram pil-pil, até hoje não descrita nos livros de cozinha portugueses e que, por estas bandas virtuais, apenas vi descrita pelo algarvio Kuka, no seu excelente blog, infelizmente inativo desde 2008.
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Bacalhau alto, com pele
Alhos
Azeite virgem de muito baixa acidez
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Preparação:
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Leve os alhos ao lume muito baixo, cortados em fatias, nunca deixando fritar e até eles começarem a ganhar cor.
Nunca deixe ferver; a temperatura deve ficar sempre abaixo da ebulição e a frigideira ou caçarola deve ser agitada em permanência durante a conficção do bacalhau.
À medida que o bacalhau vai ficando confitado no azeite, a pele vai largando um líquido esbranquiçado que é constituído por gelatina.
Ao agitar a frigideira em movimentos circulares contínuos, as próprias postas atuam como agitadores e é provável que o pil-pil comece logo a formar-se, pelo que é aconselhável usar um recipiente com bordos altos para evitar derrames do azeite.
A alternativa, que usei neste caso, por a frigideira utilizada não ser alta, é retirar as postas para o prato e passar o azeite para um copo onde com o auxílio da varinha se emulsiona prontamente ficando o pil-pil com a consistência de maionese, com que se rega o bacalhau e que, por ser feita com os seus próprios sucos, fica com um sabor único e delicioso. Antes de terminado o pil-pil, há que prová-lo para verificar se o sal do líquido que saiu do bacalhau foi suficiente, o que depende de ter sido mais ou menos demolhado.
Sirva com puré de batatas esmagadas, temperadas com azeite e orégãos.
Nota: Se quiser confitar o bacalhau do modo clássico, totalmente imerso no azeite a 80ºC, pode fazê-lo e, no fim, retira os dois terços superiores de azeite límpido para posterior utilização e faz então a emulsão pil-pil com o azeite do fundo e o líquido branco que o bacalhau confitado solta durante o processo. Neste caso, já não é necessário por a pele para baixo.
Normalmente faço os confitados de bacalhau sem o imergir no azeite, apenas com cerca de um dedo de altura da gordura, que vou lançando em colheradas sobre a parte descoberta da posta. Com o devido cuidado em relação à temperatura do azeite, os resultados finais são absolutamente idênticos no que respeita à untuosidade e sabor do bacalhau.
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
Rascasso no Forno
................ O rascasso (Scorpaena scrofa) é um dos peixes mais delicados que encontramos nos mercados tradicionais. Por ser um peixe das rochas, não pode ser pescado por artes de arrasto o que faz com que não haja por norma grandes quantidades de rascasso na banca e seja normalmente necessário ir cedo até ao mercado para conseguir comprá-lo. É vulgar trazer ainda o anzol com que foi pescado e, sendo peixe muito voraz, esse anzol está bem dentro, no estômago (cuidado com os dedos, ao amanhar!)..




devendo ficar a cocção incompleta. Escorra.
Coloque os vegetais assim envolvidos à volta do rascasso e verta sobre o peixe a restante emulsão.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
O Fado (Trilogia 12)
.............. Nasci ao pé do fado, paredes meias com as muralhas do castelo de S.Jorge e sobre a ténue fronteira que divide Mouraria de Alfama.Daí talvez que, apesar de ter uma relação algo difícil com este género musical enquanto artigo do show business, “alma de um povo” e negócio de milhões, mantenha essa capacidade de arrepio e emoção perante algumas vozes, geralmente desconhecidas, que se levantam ainda nalguns pouquíssimos recantos onde teima em não se extinguir, o fado vadio.
Quando o Cupido propôs para esta Trilogia das quartas feiras, comigo e com a Ana, o tema “Fado”, o que ofereceríamos de comer a uma fadista, a minha memória recuou muitos anos, quando sítios como o Solar da Madragoa, na Rua das Trinas, não estavam ainda, como hoje, apinhados de turistas sequiosos de fado genuíno, depois da mais que provável experiência sempre defraudante de uma noite em restaurante de luxo fadisteiro (pelo menos no preço) em que se jantou enquanto se ouviam umas variedades musicais fadistas por algum fadista da televisão, antes de, só por graça, se convidar quem quiser a ir fazer uma espécie de karaoke faduncho de grão na asa e lá se ouve o Fado do Embuçado, a Menina das Tranças Pretas ou algum genérico de telenovela.
Hoje já não há sítios assim, em que havia fado se o vizinho velhote da guitarra não estivesse tolhido do reumático e o da viola demasiado bêbedo para tocar.
.................Marino João, fadista marialva, vive touros, touradas, campinos e apoteosese a petiscarem do nosso chouriço assado e a beberem um copinho do nosso jarro,
.................Lucinda Gouveia, depois de nos arrepiar com o fado, vem para a nossa mesa e conta-nos as grandezas e misérias da sua vidapara aquecer a voz, com uma patanisca ou pastelinho de bacalhau, ou peixinho da horta ainda mornos ou já ressequidos do almoço, que vos vou falar.
Nas tabernas, à noite, não se serviam refeições propriamente ditas, os petiscos eram alibi para mais um copo, que o negócio estava nas pipas, e estavam feitos, sobre o balcão, deixados pela cozinheira quando a cozinha fechava após o jantar e se começava a preparar a noite.
Depois, apagava-se alguma velha televisão lá no canto junto ao teto, começavam-se a afinar as cordas, o vinho em jarros de barro ou de vidro já a pedir com que ensopar, ia-se ao balcão e pediam-se para a mesa, coisas tão improváveis como tiras de bacalhau seco sobre broa,
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Arroz de Línguas de Bacalhau
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Eu gosto particularmente de arroz de línguas, ou não fosse eu um arrozeiro dos quatro costados,
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Ingredientes (2 pessoas):
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250g de línguas em salmoura
1 cebola grandota
3 dentes de alho
2 tomates maduros, em cubos (no Verão)
.........ou
1 tomate de Inverno aos cubos e 1 dl de polpa de tomate
1 pouco de pimento em tiras (facultativo)
1 chávena de arroz Carolino
Sal marinho e pimenta preta em grão
1 folha de louro
0,5 dl de azeite
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Preparação:
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As línguas em salmoura são ainda mais salgadas que bacalhau seco e deve demolhá-las por 24 horas, mudando duas ou três vezes a água.
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Faça um refogado pouco puxado com o azeite, cebola, louro, alhos, pimenta, tomate e pimento se quiser.
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Misture o arroz e envolva bem até ele estar translúcido.
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Mexa bem para soltar o amido, junte então as línguas
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Sirva logo com azeitonas e salada à parte.
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Nota vínica: Atraído pela famosa casta Encruzado e pela Malvasia de que muito gosto, experimentei este branco Grão Vasco do Dão, de 2009.
Agradável de beber mas nada mais que isso, bem tentei perceber os frutados do encruzado, que talvez lá estivessem mas o provador é que não era competente para percebê-los, e o aroma do malvasia, que esse conheço-o bem e posso afiançar que não detetei. E não estava constipado!
É assim uma coisa mediana, como um jarro de "branco da casa" que se pede numa tasca e sabe bem porque está fresquinho e a comida puxada. Esperava algo mais das castas anunciadas.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
Canja de Maruca com Poejos
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