................... Costuma designar-se por tortilha espanhola a que contém batata na sua composição e por omelete ou tortilha francesa as que a não contêm.
Como não gosto desta diferenciação e acho que o que estabelece o que é uma tortilha ou uma omelete é o facto de a primeira ser cozinhada dos dois lados, fechando o interior, e a segunda ter obrigatoriamente um lado cozinhado e outro livre (o que acontece até nas omeletas enroladas!), chamarei portanto tortilha a este prato que hoje aqui vos trago.
.
Eu tenho alguma reserva aos pimentos verdes, não porque não goste do seu sabor mas porque acho que eles não gostam muito do meu processo digestivo (ou então gostam tanto que teimam em ficar por aqui, a remoer, por tempo demais).
Ao contrário, os pimentos maduros e bem vermelhos, de época, são dos meus vegetais preferidos e seguem a sua viagem digestiva sem sobressaltos.
Fica aqui uma nota para a questão importante que é a época. Os pimentos vermelhos que se adquirem fora do Verão, além de docinhos e insípidos, não são verdadeiramente maduros; são antes pimentos da categoria dos amarelos e dos laranja, híbridos laboratorialmente modificados para terem aquela cor, do mesmo modo que fazem melancias de polpa amarela, etc. Nenhum pimento "vira" vermelho no Inverno, por mais aquecida que seja a estufa, é uma questão de luz!
Aproveite por isso os pimentos que agora estão aí à venda, bem vermelhos, para experimentar esta deliciosa tortilha.
.
.
Ingredientes:
.
2,5 a 3 ovos por pessoa
Pimentos
Alho
Azeite
Sal e Pimenta
Salsa (facultativo)
.
Preparação:
.
Retire as sementes aos pimentos (mas não a pele), parta-os em pedaços granditos e leve-os ao lume esperto, em azeite, com os alhos e um pouco de sal.
.
.
Misture aos ovos o conteúdo da frigideira, mexa para encorporar o azeite no ovo,
.
.
.
.
Claro que também pode ser feita com pimentos verdes.


Se pensar que o polvo se está a desfazer com tanta brutalidade, não se preocupe: ele tem uma inacreditável capacidade para se regenerar das feridas sofridas durante a tareia.
e quando estiver a ferver, pegue o polvo pela cabeça, enfiando no saco o indicador, e mergulhe-o nesta agua. Retire e quando a água ferver de novo , repita o mergulho.
Faça ainda um terceiro mergulho em água a ferver após o que o polvo deve cozer em panela tapada (não de pressão) durante exactamente 45 minutos, independentemente do seu tamanho. Tirado antes de tempo ou deixado para além deste número de ouro, fica inevitavelmente rijo.
polvilhe com flor de sal e uma mistura a meio por meio de pimentão doce e pimentão picante e regue com azeite.
Também é muito bom com o Albariño das Rias Bajas, um branco delicioso que não tem nada a ver (nem a comparar) com o nosso Alvarinho verde; é antes parecido com os Alvarinhos feitos como maduros, de que vos falei
Apare os filetes.
Ponha os filetes por meia hora em água gelada saturada de cubos de gelo, para lavar qualquer resto de sangue.
Ponha algo pesado por cima e deixe escorrer por três horas. É neste processo que a carne mole da sardinha vai perder água e endurecer ficando com a consistência da carne de biqueirão.
Se arranjar biqueirão esta salmoura prensada é dispensável, indo os filetes directamente para a curtimenta acética, que será então temperada com sal.
cobrindo-os então com o vinagre rebaixado com água na proporção 2:1 (dois de vinagre para 1 de água). Leve ao frigorífico por 24 horas. 
Pode assim demorar o consumo por semanas e até tê-los à temperatura ambiente**.