domingo, 17 de outubro de 2010

Noodles Chineses

............... Este prato ficou decidido desde que a Ana fez a sua massada com a trilogia "infernal" cogumelo-camarão-ananás. Claro que este infernal é apenas a brincar; eu já me meti muitas vezes com ela por causa de camarões a sair como coelhos da cartola, mas na verdade esta combinação é muito feliz e será base inspiradora deste jantar que encantou e constituiu uma homenagem ao bom e velho molho Inglês, o Worcestershire Sauce, um tempero que tem sido empurrado para fora da cena culinária pela tirania dos molhos à base de soja. Tenho para mim que, um dia, os molhos de soja hão de fartar e alguém se há de lembrar que a metade ocidental do mundo também tem temperos para além do americano ketchup.
.
Ingredientes:
.
250g de entremeada levemente salgada
2 colheres de sopa de óleo de noz
1/2 pimento verde + 1/2 pimento vermelho
300g de miolo de camarão
1/4 de ananás em pedaços
300g de cogumelos Portobello
Sal e pimenta
4 colheres de sopa de molho inglês Lea & Perrins
300g de massa "noodles" chinesa
1 laranja
.
Preparação:
.
Coza os noodles por 2/3 do tempo indicado na embalagem. Esse tempo é importante e pode ir de cerca de 20 segundos para os "instant noodles" mais finos até cerca de 4 minutos. Escorra e lave em água corrente fria. Reserve.
.
Toda a sequência seguinte é executada em lume forte e com alguma rapidez, em wok ou caçarola antiaderente.
Frite a entremeada na sua própria gordura.
.
Junte o óleo e os pimentos em tiras finas,
.
o miolo de camarão,
.
o ananás,
.
os cogumelos inteiros, tempere com sal e pimenta,
.
adicione então o molho inglês,
.
e a massa, envolva e deixe ficar tudo bem quente
.
apague o lume e junte então a laranja, que não deve cozinhar.
.
Sirva logo.
.Nota
Nota: Na altura de comprar molho inglês, não há que hesitar entre marcas. O original da Lea & Perrins é de tal forma superior a todos os congéneres que vale bem a pena o custo ligeiramente maior (cerca de 1 euro a mais).
Nota vínica: O problema de não podermos transportar os blogs quando vamos ao supermercado é que chegamos à frente deste Quinta de Cabriz, rosé do Dão
.
e o nome faz-nos soar uma campaínha qualquer - tenho a certeza que o Cupido falou há pouco tempo deste nome e até não era mau - (o Cupido é o meu expert para vinhos da classe de um dígito, que são os que eu bebo), e lá trazemos o rosé para casa, desconfiados porque a nossa relação com rosés é tudo menos boa, mas o Cupido diz que há grandes mudanças...
Chega-se a casa, refresca-se o vinho para acompanhar a homenagem ao Worcestershire Sauce e, deceção total! Fraquinho, sem qualquer pinga de personalidade é daquelas bebidas que já não se conseguem recordar ou descrever (a não ser pelo que não são) cinco minutos depois de bebidos.
Vai-se conferir o Garficopo e, claro está, o tal bom era outro Cabriz, um tal encruzado.
Os rosés continuam de candeias às avessas comigo.

5 comentários:

mariam. disse...

Não pode levar os blogs atrás mas pode-se organizar com uma listazinha por ordem alfabetica onde aponta os tais especiais do patamar 1 dígito que o amigo do outro blog vai desnichando pra nós... ora experimente. Foi o que eu fiz, não é complicado. Senão passamos a vida a beber o mesmo vinho com tudo, acabrunhados pelo pavor de gastar uma nota preta num desconhecido que depois nem pra estufar pito nos serve.

anna disse...

Foi engraçado ver como a minha modesta massada de camarão serviu como trampolim inspirador de um prato tão especial e espectacular de cores e sabores. Vindo da tua cozinha outra coisa não de poderia esperar...
Claro que já me ri com o tempo de cozedura dos noodles, mas acho que tu adivinhas o motivo...
Molho inglês não costumo usar mesmo, que não sou adepta de molhos... não é um bocado picante?
Beijinhos.

cupido disse...

Achei a proposta da Ana interessante, como interessante a tua variação.

Quanto ao Rosé, o da Quinta de Cabriz não é muito interessante. Lembro-me de ter provado o 2006 há uns 3 anos e não achei nada de especial. Este 2009 teve 14 no painel da RV. De notar que alguns rosés tiveram 16 e custam quase o mesmo (como o da Quinta da Alorna).

Bruxinha - a.k.a. ASLR disse...

Sou uma leitora assídua do blog, o qual uso muitas vezes como base de experiência para fazer receitas lá para casa.
Apesar de nunca ter comentado deste vez decidi comentar apenas por uma razão, o Rosé, esse das avessas.
Recomendo um que é abusado a nível de % de álcool mas maravilhoso a nível de gosto, Quinta da Coelheira. O de 2009 é impossível encontrar (ganhou medalha de ouro no Concurso Mundial de Bruxelas) mas o de 2008 apesar de não ser medalhado é bastante bom não é muito fácil de encontrar mas não é avesso à carteira.
Termino apenas dando-lhe os parabéns por este blog maravilhoso que faz crescer água na boca em cada visita e que me faz ter vontade de ter todo o tempo do mundo para a cozinha...e passar lá mais tempo com gosto...

moranguita disse...

as vezes penso o mesmo. chega a hora de escolher o vinho e penso naquiçlo que li nos blogs mas nunca em lembro lol
esta massa esta muito boa.
e uma comida que tambem gosto muito
beijinhos