Felizmente, em muitos dos blogs que por aqui aparecem, figuram nas receitas as palavras mágicas: "mas eu fiz assim...", "mas eu resolvi...", "mas eu experimentei...", as expressões da criatividade, da inventiva e da ousadia que levam em frente. Quando isto não acontece é certo que temos pela frente mais uma dose sensaborona de corta e cola ou transcrição de querida revistinha estrangeira do nosso orgulho pacóvio!
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A açorda que hoje vos trago é uma criação que nasceu do meu gosto antigo por açordas de broa de milho e por uma receita de açorda de polvo criada pelo Cupido no seu Garficopo, um blog em que, sabendo procurar por entre a componente "copo", dominante, se encontra uma parte "garfo" preciosa e certamente responsável por muitas das mais felizes realizações da minha própria cozinha.
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Ingredientes:
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1/2 Polvo grande
1 Broa de milho amarelo (500g)
1 cabeça de Alhos
Azeite
Sal, pimenta preta, uma pitada de pimentão em pó.
Salsa
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Preparação:
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Coza o polvo pelo método galego (3 mergulhos em água fervente e 40m exactos de fervura, com sal). Um polvo grande (2,5-3kg) dá para 5 a 6 pessoas, a dose indicada é para 2 ou 3. Reserve a água de cozedura.
Segundo queira uma açorda mais ou menos estruturada em termos de textura, corte a broa em fatias finas, deixando a côdea ou tirando-a com uma faca afiada.
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Leve os alhos ao lume mínimo em azeite e,
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Por favor, esta açorda não leva com o (tradicional??!) ovinho final.
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Acompanhei com um vinho galego, o Rias Bajas Flavium Mencia Reserva de 2003, um tinto que não se encontra em Portugal, mas penso que um vinho de Douro ou Dão iriam muito bem com esta açorda que apetece degustar e demorar...
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