Sê-lo-ia com a maior justiça pois se há cereal que eu amo acima de todos é o precioso bago aquático que, para mim, acompanhamento ou conduto, nunca fica mal, usando-o eu em situações de culinária privada que reconheço tão inusitadas que prefiro calar.
O meu arroz preferido é, sem dúvida, o Arroz de Grelos.
Infelizmente e apesar de muito comum, principalmente como acompanhante de peixe frito, aquilo que hoje se serve por aí com o nome de arroz de grelos, são umas "sopas" esverdeadas em que uns bagos de arroz deslavado nadam numas aguadilhas,
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a reboque dessa moda nacional do "malandrinho", termo que ninguém parece saber o que quer dizer e que, pelo sim, pelo não, transforma qualquer honesto arroz que se bem feito seria cremoso e aveludado como um arroz doce, numa lavagem que nos impingem e de dentro da qual lá vamos pescando uns bagos de arroz enquanto as águas rebentam em rios pelo prato fora.
Um arroz de grelos não escorre, é cremoso e nem precisa ser servido em tacho, pois aguenta-se bem numa travessa, eventualmente ao lado dos carapauzinhos fritos, que acompanha sem molhar.
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Faz-se assim:
Ingredientes:
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Arroz carolino ou outro gomoso e curto e duas vezes o seu volume, de água
Azeite
Alhos e louro
1 molho de grelos de nabo
Sal e pimenta
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Preparação:
.Arranje os grelos aproveitando a parte das flores e as folhas, rejeitando as partes mais duras do talo. Lave, escorra bem, pese e reserve.
Aqueça o azeite num tacho e frite ao de leve a folha de louro, a pimenta e os dentes de alho, levemente esmagados e com a casca. Assim que os alhos começarem a ganhar uma ligeira cor amarelada, retire-os e reserve-os.
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Nota: Se está a fazer o seu arroz com uma quantidade menor de grelos, poderá ter de usar mais água que a indicada, no fim.