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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Atum em Caril

Ingredientes:
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250 ml de Leite de Côco
250g de Atum em conserva escorrido( +/- 3 latas)
3 colheres de sopa de óleo que escorreu do atum
1 cebola média picada muito fina
Caril em pó (Jalpur), a gosto (+/- 3 colheres de sopa)
1 colher de chá de cúrcuma (Açafrão das Índias), facultativo
3 dentes de alho picados
1 folha de louro
2 "estrelas" de Anis Estrelado
1 colher de chá de Maizena(se necessária)
2 chávenas de arroz
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Preparação:
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Estale no óleo de atum a cebola, alhos, louro, pimenta, açafrão cúrcuma( se quiser acentuar o toque oriental) e caril, até a cebola ficar translúcida.
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Retire o louro, junte a Maizena (se usar leite de coco grosso, com polpa, a maizena ou farinha é dispensável), mexa bem para dissolver qualquer grumo e adicione o atum. Mexa bem.
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Adicione então a lata de leite de coco,
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envolva e deixe ferver por uns minutos. Se necessário, acerte a consistência final que deve ser de uma papa com molho ligeiramente cremoso, juntando um pouco de leite ou um pouco de leite com Maizena
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conforme quiser amolecer ou, pelo contrário, dar consistência.
Faça a prova final quanto a sal e sirva rodeado de uma coroa de arroz que foi cozido em água a 4:1 com sal e Anis Estrelado e escorrido assim que cozido.
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Faça esta coroa em cada prato, de modo a ficar com o aspecto de um ovo estrelado gigante.
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Nota: O caril é uma mistura de especiarias e condimentos, dos quais pode incorporar desde o mínimo de sete até algumas dezenas. Os indianos fazem-no a partir dos ingredientes, criando à volta da composição qualitativa e das proporções do "seu" sempre especialíssimo caril uma aura de mistério e segredo que a nós, leigos nessas guerras dos "masala", só nos parece caricato e pueril.
Desaconselho vivamente que interrogue um indiano (ou um expert sobre o assunto) àcerca de caril; sem o perceber estará a cair num vespeiro duma guerra que não é sua e da qual sairá chamuscado ou, pelo menos, com a boca a arder. É que piri-piri faz parte de qualquer caril, desde o inocente calorzinho simpático do Jalpur, aos diversos "hots" dos Madras (o medium hot é o vendido na Popat Store na embalagem Popat Store e sob o nome de curry powder) até aos inacreditáveis Madras em pasta, só acessíveis a palatos nativos daquelas paragens, o usado nas cozinhas goesa e paquistanesa.
O que deve reter do uso do caril é que a regulação do mais ou menos picante faz-se pela escolha do caril a empregar e não por aumentar ou reduzir a quantidade usada; o caril é um constituinte do prato e da sua estrutura física (como se fosse farinha...), não um simples tempero de que põe mais ou menos, a gosto. Caril usa-se sempre em quantidades relativamente generosas e vende-se em pacotes grandes por isso mesmo (claro que existe o caril margão, janota, etc. em pequenas carteirinhas que não chegam para uma panela, mas também aquilo é tudo menos caril)).
O caril Jalpur é intensamente aromático, de cor alaranjada e suavemente picante, sendo possível até para crianças europeias. É o que uso normalmente.
O amarelo-esverdeado Madras (pacote linha Popat Store) é já bastante inacessível e uso-o como tempero, por exemplo no recheio de chamuças que se queiram picantes.
Coisas estranhas como o margão ou os Madras em pasta, pura e simplesmente não uso, um porque não presta e outro porque não aguento!