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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ovos "trufados" com açorda de espargos bravos

............................ A quem se está a interrogar sobre o porquê das aspas na palavra "trufados" do título, cabe dar a explicação que as túberas são fungos que, afinal, não pertencem ao género Tuber e sim ao Terfezia e como tal não podem ser consideradas como trufas.
Aqui fica o agradecimento ao José Miguel Pereira que fez luz sobre o micológico assunto e, para nós que nos movemos no mundo mais simples da gastronomia e culinária, fica a consolação de sabermos que a túbera, mesmo não sendo trufa, tem uma textura em tudo igual às primas trufas, a Academia Internacional de Gastronomia e o seu vice-presidente José Bento dos Santos levam-na a concursos de receitas de trufas e por isso, embora aspeado, mantenho o "trufado" no título.
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Como tinha prometido, fica aqui a receita da maneira mais usual de comer as túberas (Terfezia arenaria) e que foi a que primeiro experimentei com parte da "sacada" que comprei no passado fim-de-semana, à passagem por Pegões.
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Ingredientes:
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Túberas
Cebola
Ovos
Azeite
Sal e Pimenta
Espargos bravos
Pão
Alhos
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Preparação:
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Começando com lume esperto, salteie em azeite as túberas cortadas em pedaços pequenos com a cebola, sal e pimenta.
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Baixe o lume e deixe fervinhar por cerca de 10-15 minutos para cozinhar a túbera.
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Junte então os ovos batidos e temperados e deixe fritar de ambos os lados.

Sirva com uma açorda de espargos bravos, para a qual deve saltear as pontas dos espargos em azeite, retirá-las, cozinhar nesse azeite o restante do talo do espargo em troços fininhos e juntamente com os alhos,
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juntar o pão bem demolhado, temperar e fazer uma açorda como de costume.

Sirva-a enfeitada com as pontas salteadas.

terça-feira, 4 de maio de 2010

As Túberas

......................... Tuber magnatum ou Trufa Branca é o nome das nossas trufas!
Conforme a zona são chamadas túberas, tubras, criadilhas, batatilhas ou silarcas e são fungos que crescem silenciosas junto às raízes de alguns carvalhos, como o sobreiro e, apesar de não terem o aroma das suas primas negras do Pèrigord, conservam a mesma textura única e impossível de imitar de todas as trufas.
Claro que têm ainda a vantagem, não despicienda, de custarem a cerca de 10€ o quilo, portanto cerca de 1000 vezes menos que as parentes aristocratas e logo, apesar da falta de aroma, podem estar ali no nosso prato pragmático e não apenas em sonhos!
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As túberas variam muito de tamanho, desde as mais pequenas, como nozes, as mais usuais tem o tamanho de tangerinas ou laranjas pequenas e por vezes chegam a ter quase um quilo. As melhores são estas médias e têm este aspecto feioso por fora,
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que melhora substancialmente após se descascar e deixar à vista o seu interior rosado
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que aqui usei para trufar um crepe de fiambre fumado, manteiga e .... trufa!
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Tradicinalmente, as trufas brancas combinam muito bem com ovos. Irei trazer-vos aqui nos próximos dias, duas receitas emblemáticas do seu uso: as trufas com ovos e migas de espargos bravos como se comem no Alentejo e uma receita que José Bento dos Santos apresentou em 2005 no I Concurso Internacional de Receitas de Trufas que decorreu em Castellón la Plana, as Túberas de Fricassé, que obteve um brilhante 4ºlugar, mais significativo se pensarmos que eram 23 os competidores e que quase todos traziam as negras!
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