Curiosamente, um breve exame às ementas e publicações disponíveis entre nós, mostra à evidência que, para além de meia dúzia de receitas tradicionais, o ensopado, a perna no forno, as costeletas e, mais modernamente, os carrés, muito pouco se faz com essa proteína, preciosa não só do ponto de vista dietético como gastronómico.
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Os bifes da perna, em corte transversal, forma muito comum de utilização culinária do borrego, lá por fora,
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são algo que está ainda muito afastado dos nossos hábitos e, pior, algo que é realmente difícil de obter no talho, onde o talhante se recusará a cortar-lhe um bife transversal a menos que compre a perna toda, e mesmo assim...
Claro que há as opções já fatiadas e congeladas de borrego neozelandês, mas é claro também que não tem nada a ver com a carne aromática e fresca do borrego nacional, e viajou desde os antípodas, emitindo 100 vezes o seu peso em dióxido de carbono.
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Para obter estes dois bifes, tive mesmo de comprar a perna toda e depois, com muita má-vontade à mistura, lá me cortou 4 fatias na serra eléctrica, o resto será para outros petiscos.
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Ingredientes:
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2 bifes transversais de perna de borrego
Sal marinho
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Preparação:
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Grelhe os bifes na chapa, primeiro de um lado com lume forte, tempere então com algumas pedras de sal marinho grosso,
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vire, reduza o calor e deixe cozinhar até estar bem passado mas suculento.
Acompanhe com legumes a seu gosto, salteados. Neste caso, salteei em azeite, alho pôrro em troços grandes, batatas em gomos e ananaz.
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