O nome provém do latim "tempora ad quadragesim" ou tempo da quaresma e reza a lenda que teria sido devido ao costume que os jesuítas portugueses teriam de comer camarão assim albardado durante o tempo de jejum quaresmal. Esta é uma história dificilmente credível, já que as referências japonesas ao tempura logo do sec. XVI, são sempre fritos de vegetais e o rigor fanático com que os padres da Companhia de Jesus seguiam a sua vida religiosa (e não religiosa também...) não nos leva a imaginá-los a deliciarem-se com camarões entre duas penitências. Muito mais credível é a tempura ser filha direta dos portuguesíssimos peixinhos da horta, dos quais existem referências escritas em Portugal desde a Idade Média.
Esta minha proposta para a 5ª edição da quarta-feira trilógica, foi feita com o espírito "nau das descobertas" pois é um assunto que me fascina pelo que, para mim, encerra de desconhecido. Espero que com o Cupido e com a Ana, também esta tempura tenha sido a aventura que foi por aqui.
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Ingredientes:
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Camarão cru
Filete de pescada
Polvos muito pequenos
Cebola
Bróculos
Couve-Flor
Courgette
Beringela
Polme p/ tempura*
Cebola
Bróculos
Couve-Flor
Courgette
Beringela
Polme p/ tempura*
Polme para sobremesa**
Molho p/ tempura***
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* 1 ovo gelado
Molho p/ tempura***
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* 1 ovo gelado
2 chávenas de água gelada
1 chávena de farinha gelada
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**1 gema
2 claras em castelo
2 colheres de sopa de farinha
4 colheres de sopa de água gelada
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***3 chávenas de café de caldo de camarão
1/2 chávena de café de shoyu
1/2 chávena de café de molho de ostra
2 colheres de sopa de nabo ralado fino
1 colher de sopa de açúcar mascavado
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Preparação:
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Parta todos os ingredientes
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Com as cabeças e cascas dos camarões e outros restos de peixe que usar, faça um caldo fervendo-os lentamente por pelo menos 1 hora, sem sal, até apurar 3 chávenas de café de líquido. Misture os outros ingredientes do molho e reserve. O sal do shoyu é suficiente para temperar o molho.
Coloque uma bola de gelado no meio de uma fatia bem fina de pão de ló ou outro bolo parecido (ou miolo de pão de forma, de pão de leite, etc.)
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Ponha óleo ao lume forte e prepare uma tijela com farinha. Ponha nesta farinha parte dos ingredientes a fritar, embrulhe bem e retire-os sacudindo o excesso de farinha aderente.
Bata o ovo com a água gelada (adicione uns cubos de gelo ao polme) e depois adicione a farinha de uma só vez, mexa ligeiramente sem se importar com os grumos.
Deite uma gotas deste polme no óleo e, quando ficar castanho, comece a fritada, passando os pedaços enfarinhados pelo polme e logo para o óleo, que deve ser abundante. Não ponha muitos de cada vez para não baixar a temperatura.
Assim que estiverem duros por fora, mas ainda sem cor, estão prontos. Particular atenção aos camarões que ficam prontos em cerca de 10 segundos. Retire e escorra.
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O ideal é comer logo à medida que se vai fritando. O ideal mesmo era ter algum desgraçado serviçal que estivesse a fritar para nós enquanto nos deliciávamos a passar os pedaços crocantes e ferventes pelo molho e ..... boca!
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A sobremesa foi um clássico das tempuras, o gelado frito. Faça um polme com a gema, farinha e água fria, à qual acrescenta no fim claras em castelo,
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Acompanhei com este Ciranda branco de 2007 da Herdade de Coelheiros que, bem fresco, feito de Roupeiro e Arinto e com 13º,mostrou ser um belo acompanhante para o efeito,
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com as pequenas aves